segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cordel: Padre Manuel Feitosa

Monsenhor Manuel
Um Servo de Deus 


É com imensa alegria
resgatar mais uma história
dum servo de Jesus Cristo
para ficar na memória
que morou em Assaré
cheio de amor de fé
para nós foi só vitória.


Natural de Arnerós
destemida vou falar
filho de João e Francisca
neste cordel vou narrar
aos poucos seu dia-a-dia
e em forma de poesia
espero aqui retratar.


Sua formação cristã
deveras foi despertando
com ajuda de seus pais
muitos sonhos planejando
pra vida religiosa
toda família Feitosa
continuou lhe apoiando.


Fez alfabetização
e o primário em Crato
cidade do Cariri
até hoje ele é grato
estudou por sete anos
portanto fazia planos
no seminário fez trato.

                 
Na Prainha em Fortaleza
no seminário estudou
com seus vinte e três de vida
Teologia cursou
e também Filosofia
li sua biografia
era tudo que sonhou.

 
Dia oito de dezembro
aos vinte e oito de idade
em padre foi ordenado
pra sua felicidade
lá na Catedral da Sé
celebrou com muita fé
pra aquela comunidade.


Padre Manuel Feitosa
foi então Vice-reitor
mil novecentos e sessenta
sacerdote e professor
exerceu o magistério
sem medo e sem mistério
onde o povo deu valor.


A Paróquia de Jati
o Padre foi quem criou
como da Ponta da Serra
lutou, e determinou
a de São Francisco em Crato
não nego aqui eu relato
projeto realizou

              
Cito aqui outra paróquia
com afinco trabalhou
Nossa Senhora de Fátima
certamente ele fundou
um vigário dedicado
e em Crato é respeitado
o evangelho pregou.


Em Lavras da Mangabeira
foi pároco da cidade
viveu lá por cinco anos
com toda simplicidade
desejo concretizou
capela autorizou
sem orgulho ou vaidade.


Monsenhor Antonio Feitosa
na vida espiritual
e na vida cientifica
claro que é natural
apoiou o seu sobrinho
conduzindo ao bom caminho
com respeito com moral.


Na cidade de Assaré
em dezessete de agosto
mil novecentos e oitenta
nós aplaudimos com gosto
e cantamos para ele
o momento foi aquele
vi um sorriso no rosto.


                           Apresentação


      No altar de Nossa Senhora das Dôres, o Pe. Manuel
Feitosa, hoje Monsenhor Manuel, encontrou lugar privilegiado
no encontro com Deus e com o seu rebanho. Ovelhas assareenses
que foram conduzidas durante 20 anos por este homem: modelo
por excelência de Jesus Cristo, o Bom Pastor, onde exerceu
com fé, humildade, inteligência e sabedoria a missão de evangelizar,
acolher, perdoar, amar, de ser pai.
      Nosso diretor espiritual, padre, amigo, nosso orgulho, que ao
longo de duas décadas aprendemos a amar, respeitar, admirar.
Um profeta que anuncia o amor e denuncia toda forma de
opressão e injustiça provocadas pelo homem.
       Por isso, o Padre Manuel recebe esta justa homenagem – sua
 história de vida em cordel: “Monsenhor Manuel: Um Servo
de Deus” mais uma produção literária da incansável Antonia
Rodrigues, poetisa de primeira, que com seus versos, entre os
“reversos” reconhece e valoriza  grandes nomes, eternizando
a memória dos que fizeram e fazem a história da nossa Assaré.
        Parabéns, Toinha e obrigada por ser convidada a
apresentar este cordel do Monsenhor Manuel a quem tenho
uma eterna dívida de gratidão.



                                                                         Profª Maria Deusimar de Abreu 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Cordel: PADRE CÍCERO

Um Santo Nordestino

Tem um currículo santo   
muitos anos de história     
e contar aqui em verso
para mim é uma glória
sei que ele nasceu em Crato
não discuto sei que é fato
guardo na minha memória.


Filho de Joaquim Romão
pequeno comerciante
e Joaquina Vicência
uma mulher radiante
Quinô, todos a chamavam
às vezes até brincavam
disse um jovem aspirante.


Cícero Romão Batista             
na era de oitocentos                 
ano de quarenta e quatro         
digo aqui aos quatro ventos     
a vinte e quatro de março  
ganhou então seu espaço
está nos seus documentos.

                                                       
Começando a estudar
aos seis anos de idade
com o professor Rufino
que tinha capacidade
aprendeu tudo certinho
pois tinha lá seu jeitinho
e muita seriedade.


Tinha o cabelo louro
e também a pele branca
seus olhos eram azuis
estou sendo muito franca
relato com consciência
e também inteligência
ele tinha vida santa.


Veja que fato importante
que marcou sua infância
aos doze anos de idade
eu conto sem arrogância
fez voto de castidade
e viveu na santidade
por ter bastante constância.


Mil oitocentos sessenta
e aos dezesseis de idade
Cícero foi estudar
pra sua felicidade
Paraíba, Cajazeiras
lá não tinha brincadeiras
contou com simplicidade.


Com a morte do seu pai
que de cólera morreu
voltou depois de dois anos
seu estudo interrompeu
voltou pra sua casinha
morar com sua mãezinha
assim ele resolveu.

                                                       
E aos vinte e um de idade
ingressou no seminário
foi graças ao seu padrinho
que ganhava bom salário
na Prainha, Fortaleza
porém não teve moleza
contou bem ao comissário.


Vinte e seis anos de vida
ele retornou ao Crato
ordenado sacerdote
ao bom Deus, ele foi grato
mil oitocentos setenta
portanto ninguém inventa
foi real aqui relato.

                                                                                                                                                                     
Portanto a missa do galo
o meu Padim celebrou
com sua voz modulada
todo povo se alegrou
depois com sua família
e toda sua mobília
um lugar ele encontrou.
   
                                                                 
Ele foi bem escolhido
pra aquela localidade
foi vigário nomeado
pois tinha capacidade
de assumir no Tabuleiro
hoje a grande Juazeiro
digo com sinceridade.


No pequeno aglomerado
tinha linda capelinha
algumas casas de taipa
e também uma santinha
Nossa Senhora das Dores
onde o povo dá louvores
Nossa Mãe, Nossa Rainha.


 
                                            Apresentação


        Sinto-me realizada em ter sido escolhida
pela poetisa  Antonia Rodrigues para homenagear
o nosso Santo Padre Cícero Romão Batista.
        Para mim foi o maior presente que eu poderia
 receber. Eu devo muito ao Santo Padre Cícero, pois
 em 1962 eu estive com minha 1ª filha já desenganada,
 fiz uma prece ao Padre Cícero e alcancei o milagre,
 graças a Deus.
         E você Toinha me deu esta alegria e prazer, pois o
Padre Cícero é para todos nordestinos um Padre Santo.
         Você nasceu com o dom de Deus. Você é uma
guerreira, boa filha, boa mãe, uma boa esposa e uma
grande amiga nas horas alegres e nas horas difíceis.
          Lembra daquela rosa que você colheu no meu
jardim?  Aquela rosa é você. Eu te adoro e desejo toda
felicidade. Vá em frente nunca deixe de ser esta mulher
criativa e culta.
        Parabéns pelo amor ao nosso Padre Cícero.



                                            Mestra da Cultura Religiosa
                                           Maria Deusa e Silva Almeida





quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dia de Santo Antonio



Santo Antonio

Santo Antonio de Pádua
Nasceu em quinze de agosto
Em Lisboa, Portugal
Portanto eu digo com gosto
Certamente é padroeiro
Tem devoto brasileiro
Com um sorriso no rosto.


Foi o primeiro doutor
Da igreja franciscano
Com a ciência dos anjos
Em cada dia do ano
Um grande intelectual
Com um saber natural
Roga a Deus em outro plano.


Em Pádua, na Itália
Faleceu deixou saudade
No dia treze de junho
Aos trinta e nove de idade
Na terra foi respeitado
Há anos canonizado
Vive na eternidade.


Entre solicitações
O santo casamenteiro
Recebe muitos pedidos
Creio que no mundo inteiro
Santo Antonio é preferido
Das mulheres é querido
E dos homens ainda solteiro.





sábado, 9 de junho de 2012

Cordel: CHAGAS

Um Produtor Rural Comprometido

Eita! Vidinha difícil
a vida de agricultor
logo que entra janeiro
pede a Deus Nosso Senhor
um inverno de fartura
pois vive da agricultura
és simples trabalhador.


Olha pro céu toda noite
a chuva fica esperando
e experiência ele faz
enquanto fica plantando
dentro da sua morada
espera boa invernada
pra todos fica falando.
 .

Certo dia eu encontrei
Um pequeno produtor
que da Serra de Santana
um camponês lutador
e que vive pra ajudar
não importa o lugar
é grande batalhador.

 
Trabalhando sobrevive
da roça desde criança
enfrenta o sol escaldante
sem perder a esperança
segue o seu itinerário
como simples operário
com firmeza e confiança

                  
Ele é filho de seu Tonho
que foi vítima um dia
das ferroadas de abelhas
quanta aflição! Que agonia!
sua sorte foi assim
portanto chegou o fim
partiu deixando a família.


Seis irmãos, contei um dia
o Neném e a Canjinha
Margarida e o Mundinho
a Maria e a Tozinha
entre eles há união
conselho e opinião
quem diz aqui é Toinha.

 
Pra família é tradição
semana de farinhada
vem gente de todo lado
conta piada engraçada
tem trabalho no sertão
mas também tem diversão
no final só tem charada.


Francisco Gonçalves “Chagas”
porventura o preferido
nas redondezas da Serra
sempre ele o escolhido
e também no município
por ser homem de princípio
é bastante conhecido.


          


                                          Apresentação



                Francisco Gonçalves, (Chagas), foi, é, e será um
          lutador da lida campestre, cuida da roça e de alguma
          criação de sua propriedade. Com o decorrer do tempo,
          em favor de seus irmãos camponeses fundou uma
          associação agrícola procurando facilitar a vida de cada
          um através de projetos governamentais.
                Sempre sincero, sem medir esforços, faz tudo
         pensando mais nos outros de que em si mesmo,
         incansavelmente, dentro das possibilidades batalha o
         quanto pode em benefício dos agricultores mais carentes
         de sua região, a Serra de Santana.
                  Antonia Rodrigues, cordelista assareense tomando
         conhecimento do grande valor do nosso contemplado,
         usando  de sua lira maravilhosa resolveu construir um
         folheto fazendo um pequeno resumo biográfico sobre o
         líder dos humildes sócios da terra de Patativa.




                                          Geraldo Gonçalves de Alencar
                                        Poeta e membro da Academia de Letras
                                         e Literatura Popular Patativa do Assaré





sábado, 2 de junho de 2012

ACRÓSTICO

Autora: Professora Aparecida Belchior

A Toinha, meus parabéns
Nessa hora de valor, quero com
Todo carinho lhe entregar ao criador
Orar pela sua familia que
Não lhe falte amor
Inteligente ela é, faz
A rima como que é


Rápida em fazer versos enaltecendo
O progresso, ajuda o seu Assaré com
Dinamismo e com fé
Respeita e é respeitada
Ingressa nessa jornada é
Graças ao seu marido e a filha
Única adorada esta cultura
Em pessoa é cordelista letrada
Saudosa e capacitada


Faço conscientemente
Esta pequena homenagem, digo com todo
Respeito que ela é mulher de coragem
Revistas ela já fez, fotografias também
Escreve o nosso Assaré relebrando muito bem
Interessante poetisa que o Assaré faz
Rimar, peço (a todos os) a quem estar presente
Aplausos para lhe dar.




Assaré/ dezembro/2011