terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cordel: Patativa do Assaré

 
                                PATATIVA DO ASSARÉ

História de Vida

O Brasil todo conhece
Ele foi um autodidata
E grande poeta lírico
A rimar dentro da mata
Não gostava de barulho
Dizia sem ter orgulho
Que não usava gravata.

Nasceu a cinco de março
Assareense serrano
Mil novecentos e nove
Confesso aqui, não me engano
Com bastante inteligência
Tinha muita paciência
Em cada dia do ano.

Eu quero homenagear
Um homem inconfundível
Antonio Gonçalves Silva
Grande poeta sensível
Na Serra, ele nasceu
Dois mil e dois faleceu
Ficou dia inesquecível.

Em casa todos chamavam
Antonio de Sinhozinho
Mil novecentos e doze
O tratavam com carinho
Foi também um carismático
Porque não dizer fantástico
Este menino bonzinho.

Mil novecentos e treze
No tempo de dentição
E tendo conjuntivite
Perdendo sua visão
Foi naquele olho direito
Não considerou defeito
Digo aqui com precisão.

Um belo dia na feira
Viu folheto de cordel
Teve grande sentimento
E nem pensou em carrossel
Aos oito anos de idade
Sentindo a felicidade
Que tinha gosto de mel.



Uma mostra do cordel.



 Ministério da Cultura


                                   APRESENTAÇÃO

      Foi com propriedade que a poetisa Antonia
Rodrigues dispôs a todos o seu conhecimento
sobre a história da vida de Patativa do Assaré.
Esse cordel torna-se uma importante fonte  de
pesquisa, pois a autora além de respeitar a or-
dem  cronológica dos fatos, retratou de forma
fidedigna os sentimentos tanto do poeta   com
relação à sua terra e a sua gente, como do povo
em relação a esse grande artista.
     Companheira na profissão de professora e,
assim como eu, amante da cultura popular  nor-
destina, essa mulher tem feito um trabalho    de
formiga: constante e discreto.  Agora, premiada
pelo Ministério da Cultura pela participação    no
“Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel”   –
Edição Patativa do Assaré – 2010, terá o merecedor
apoio para publicar e divulgar esse trabalho.
  
    Parabéns e seja bem vinda à simplicidade do
encantador mundo do cordel.

                                                                           Profª Francy Freire

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Feriado Nacional

 
 
Dia quinze de novembro
Feriado nacional
Proclamação da República
Isso é sensacional
Pra lazer e repousar
Sua vida organizar
Portanto ocasional.      
Assisti belo espetáculo
Bem no dia feriado
Uma peça teatral
Muito artista engraçado
Concerto Ispinho e Fulô
Foi feito com muito amor
Bonito palavriado.  
Companhia do Tijolo
Uma semana no Crato
Artistas lá de São Paulo
Mostrou grande literato
Patativa do Assaré
Poeta de muita fé
Autodidata, relato.  
Declamaram seus poemas
Com muita sabedoria
São artistas de verdade
Passaram só alegria
Patativa admirado
Portanto elogiado
Com seu canto e poesia.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de Finados


Eternas lembranças

Celebrar a vida eterna
Das pessoas falecidas
Num dia especial
São pessoas bem queridas
As infinitas lembranças
Contudo com esperanças
Que salvem as suas vidas.

No dia dois de novembro
Relembro da minha gente
É triste, porém, verdade
Eu não digo sorridente
Partiu pra eternidade
Deixou-nos só com saudade
Não posso está contente.

Partiu pai e partiu mãe
Deixaram-me alguns anos
Meu irmão e minha irmã
Quase que perdi meus planos
Muita força eu encontrei
No Pai Eterno achei
Não vivo no desengano.

Que Deus Pai tenha MISERICÓRDIA de todas as pessoas que partiram para sempre!
 Para a eternidade. . .
Para os meus familiares desejo a salvação. . .
Eternas saudades. . .